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iFood Benefícios adquire Caju por R$ 1,2 bilhão e expande operações

O iFood Benefícios anunciou a aquisição de 100% da startup Caju por mais de R$ 1,2 bilhão, conforme informações divulgadas em 20 de outubro de 2026. A transação, que ainda depende da aprovação do CADE e do Banco Central, representa uma estratégia do iFood para expandir sua atuação no mercado de benefícios corporativos, que é avaliado em mais de R$ 150 bilhões.

A Caju, fundada em 2020, se destacou ao oferecer um cartão com benefícios flexíveis, atraindo investimentos significativos de fundos como Canary, Valor Capital Group e K1 Investment Management. Com a aquisição, o iFood Benefícios, que já atende 65 mil empresas e 1,7 milhão de usuários, poderá somar mais 70 mil empresas e 1,3 milhão de trabalhadores à sua base, totalizando cerca de 3 milhões de usuários.

O acordo é visto como uma forma de o iFood se posicionar de maneira mais competitiva em um setor dominado por empresas tradicionais como Alelo, Ticket e Pluxee, que controlam cerca de 80% do mercado. A compra da Caju não é a primeira tentativa do iFood; conversas anteriores não resultaram em um acordo, mas a nova negociação foi bem-sucedida, refletindo a disposição das partes para chegar a um entendimento.

O CEO do iFood Benefícios, Arthur Freitas, destacou a complementaridade entre as duas empresas. Enquanto o iFood se beneficia de um ecossistema robusto de restaurantes e consumidores, a Caju traz uma plataforma de gestão de recursos humanos, oferecendo soluções que vão além dos benefícios, como reembolsos e crédito consignado. Essa integração permitirá ao iFood aprofundar seu relacionamento com os departamentos de RH das empresas clientes.

Além de aumentar a base de usuários, a aquisição da Caju também representa uma oportunidade para o iFood diversificar suas ofertas e explorar novas fontes de receita. A Caju, que movimenta cerca de R$ 1,3 bilhão por mês, deve contribuir significativamente para o faturamento do iFood Benefícios, que já opera com resultados positivos.

A transação ocorre em um momento de transformação no mercado de benefícios, que tem visto a entrada de novos competidores e mudanças regulatórias que desafiam o modelo tradicional. Um decreto recente estabeleceu limites para as taxas cobradas pelas operadoras, o que pode pressionar as margens das empresas estabelecidas e abrir espaço para novos entrantes como o iFood e a Caju.

Com a conclusão da aquisição, que ainda precisa passar pelos trâmites regulatórios, as duas empresas planejam divulgar um plano de integração. A expectativa é que a Caju continue sob a liderança de seus fundadores, Eduardo Del Giglio e Renan Mendes, que têm incentivos para permanecer na operação após a compra.

O próximo passo será aguardar as aprovações necessárias para que a transação se concretize e como isso impactará a dinâmica do mercado de benefícios corporativos no Brasil.


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