Breaking News

Preso “O Hacker” de Ribeirão Preto por invadir bancos

No dia 28 de outubro de 2026, a Operação Verifact resultou na prisão de um homem de 23 anos em Ribeirão Preto, São Paulo, e na busca de outro suspeito em Três Corações, Minas Gerais. A ação foi conduzida pela 2ª Delegacia de Crimes Cibernéticos (DCCIBER) e visou desmantelar uma quadrilha envolvida em invasões a sistemas bancários e na comercialização de dados de clientes.

Na cidade de Ribeirão Preto, João Pedro Frota da Silva foi detido em flagrante ao ser constatado que seu computador estava operando um ataque contra uma instituição financeira. Durante a operação policial, foram apreendidos dispositivos eletrônicos e um carro modelo BMW, cuja origem financeira está sob investigação. O delegado Maicon Richard de Moraes, responsável pela operação, revelou que as investigações começaram após o Santander e o Safra reportarem acessos suspeitos e automatizados em seus sistemas nos meses de fevereiro e março de 2026.

A técnica utilizada pelos suspeitos, conhecida como “ataque por scripts”, consiste na automação de consultas a sistemas bancários, utilizando endereços IP que mudam constantemente para evitar a detecção. Essa abordagem permitiu que os criminosos confirmassem vínculos de CPFs e extraíssem informações sensíveis, como números de contas e saldos de correntistas. Os dados coletados eram armazenados em computadores, e a análise preliminar indicou a presença de aproximadamente 10 terabytes de informações, incluindo dados de sistemas públicos.

Os programas utilizados para realizar esses ataques, conhecidos como checkers, eram vendidos por preços que poderiam chegar a R$ 8 mil em grupos de mensagens e fóruns online. Os dois suspeitos, que também estão sendo investigados por possíveis vínculos com outros crimes cibernéticos, desenvolviam e comercializavam essas ferramentas, que eram adquiridas por outros criminosos para aplicar golpes.

A operação não apenas resultou na prisão de um dos suspeitos, mas também visou Ivan Wallace Mendes Pereira, de 24 anos, que é considerado foragido. Ele já havia sido preso anteriormente por crimes cibernéticos e, segundo as investigações, também vendia dados bancários extraídos. As autoridades tentam localizá-lo para dar continuidade ao processo judicial.

O Santander, um dos bancos visados, afirmou que está colaborando com a Polícia Civil desde o início das investigações e possui sistemas eficazes de prevenção a fraudes. A instituição financeira enfatizou a importância de agir rapidamente para identificar e coibir eventuais desvios de conduta.

A polícia agora se concentra na análise dos dados apreendidos, que podem ajudar a identificar outras vítimas e os possíveis envolvidos no esquema criminoso. As ferramentas e informações coletadas durante a operação serão submetidas a perícia, e o trabalho investigativo deverá continuar em busca de outros membros da quadrilha.

A Operação Verifact destaca a crescente preocupação com a segurança cibernética no Brasil, especialmente no que tange a ataques a instituições financeiras. Com a evolução das técnicas de invasão, as autoridades enfrentam o desafio de acompanhar e neutralizar essas ameaças, enquanto o caso ainda pode revelar mais desdobramentos sobre a organização criminosa e suas operações.


Siga a HACKBR e receba as notícias de cibersegurança e tecnologia no seu feed: Instagram @hackbrnews