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Indústria de AI precisa de US$ 6 trilhões até 2031 para justificar data centers

A indústria global de inteligência artificial (AI) deve gerar US$ 6 trilhões em receita anual até 2031 para justificar os investimentos em data centers ao redor do mundo, conforme indicado por um relatório da Bain & Co.

O estudo aponta que a receita proveniente do desenvolvimento de novos produtos será a principal fonte de geração de receita, com estimativas de que esse segmento possa contribuir com cerca de US$ 4,2 trilhões nos próximos cinco anos. Inovações em áreas como busca, publicidade e AI física estão entre as expectativas de crescimento para o setor, segundo os analistas da consultoria.

Além disso, a Bain estima que a produtividade empresarial exigirá entre US$ 1 trilhão e US$ 1,4 trilhão em receita para suportar melhorias em software, marketing e operações de TI. A velocidade de absorção, que se refere à rapidez com que as empresas conseguem implementar a AI, se tornou um novo fator competitivo, com laboratórios de AI investindo mais de US$ 9,75 bilhões em modelos de engenharia para facilitar essa assimilação.

O relatório enfatiza que a discussão atual gira em torno da produtividade dos funcionários, mas ressalta que a economia da infraestrutura de AI demanda trilhões em novas receitas que vão além dos ganhos de produtividade. Para que o setor prospere, será necessária uma onda de inovação que supere o que foi desbloqueado pelos setores de mobile e cloud.

Serviços voltados ao consumidor, que incluem receitas de assinaturas e publicidade, devem contribuir com entre US$ 200 bilhões e US$ 400 bilhões. Esse segmento é considerado fundamental, uma vez que os provedores de serviços buscam expandir produtos baseados em AI para bilhões de usuários em todo o mundo.

A Bain também projeta que os gastos anuais com infraestrutura de AI podem alcançar US$ 1,5 trilhão até 2031, englobando novos edifícios, aumento de capacidade e melhorias no equipamento existente, como GPUs, memória e infraestrutura de rede. Caso esses investimentos representem cerca de um quarto da receita do setor, o que é considerado uma porcentagem ambiciosa, a indústria de AI precisará se aproximar de um faturamento de US$ 6 trilhões por ano.

O relatório destaca que a construção de data centers está se acelerando, com a capacidade destes dobrando aproximadamente a cada 12 a 16 meses. Por exemplo, o data center Prometheus, da Meta Platforms, em Ohio, tinha uma capacidade de 600 MW em 2025, com estimativas de que esse número salte para até 2 GW e US$ 80 bilhões até 2027.

À medida que a demanda por data centers aumenta, surgem desafios a serem enfrentados, como a necessidade de aumentar a capacidade da rede elétrica, garantir a disponibilidade de GPUs e outros componentes de infraestrutura, além de recrutar e reter uma força de trabalho qualificada. Além disso, questões de opinião pública e regulamentações sobre o uso de recursos e poluição sonora também precisam ser consideradas.

Apesar dos desafios, vários governos, incluindo os dos EUA, da UE e da Coreia do Sul, estão apoiando o crescimento da indústria de AI e data centers, reconhecendo sua importância para a inovação tecnológica e o crescimento econômico.


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