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Vazamento de dados na Dinamarca expõe informações de 8,8 milhões de pessoas

No dia 5 de outubro de 2026, a Dinamarca confirmou um grave vazamento de dados que comprometeu informações pessoais de aproximadamente 8,8 milhões de indivíduos registrados em seu Cadastro Central da População (CPR). O incidente foi classificado como sério, já que os dados expostos incluem nomes, endereços e números de identificação pessoal.

O número de pessoas afetadas supera a população total do país, estimada em cerca de seis milhões, pois o CPR também contém registros de cidadãos que residem no exterior e de pessoas falecidas. Atualmente, o sistema abriga cerca de 11 milhões de registros, o que significa que a violação impactou uma parte significativa das informações disponíveis.

As autoridades dinamarquesas informaram que o acesso não autorizado ocorreu através do uso indevido de uma conexão legal de uma empresa privada ao sistema CPR, que foi realizada em setembro. Embora a forma exata de como essa conexão foi explorada ainda não tenha sido divulgada, o governo enfatizou que não se tratou de uma falha de software no sistema. A investigação sobre como o acesso foi mal utilizado continua em andamento.

O incidente foi detectado na noite de 2 de outubro, quando comportamentos anormais foram identificados no sistema. Após a confirmação do acesso não autorizado, as autoridades bloquearam a conexão da empresa e convocaram especialistas para analisar o ocorrido, além de notificar a Autoridade de Proteção de Dados da Dinamarca.

O ministro da Pesquisa, Educação e Digitalização, Christina Egelund, descreveu a situação como extremamente séria e pediu uma revisão minuciosa da segurança do CPR. Medidas preventivas já foram iniciadas, embora detalhes técnicos ainda não tenham sido divulgados.

Um ponto importante a ser destacado é que os dados de pessoas que possuem proteção de nome e endereço não foram incluídos no acesso não autorizado, mas isso não garante que todos os campos de dados dessas pessoas tenham permanecido intactos. As autoridades também alertam para os riscos de fraudes, uma vez que informações como nomes e números de identificação podem ser usadas para criar mensagens e chamadas fraudulentas.

Os cidadãos dinamarqueses foram aconselhados a não compartilhar senhas ou informações confidenciais em chamadas ou e-mails inesperados, mesmo que o remetente conheça seus dados pessoais. Para orientações oficiais, o público pode acessar o site Sikkerdigital ou contatar a Cyberhotline, que ampliou seu horário de atendimento para ajudar os cidadãos nos próximos dias.

Ainda não foram identificados os responsáveis pelo vazamento, e as circunstâncias completas do incidente permanecem sob investigação. O desdobramento deste caso poderá trazer novas informações sobre a segurança do sistema e a proteção dos dados pessoais dos cidadãos dinamarqueses.


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