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Hackers ameaçam 38 empresas marítimas incluindo brasileiras com vazamento de dados

Um grupo de ciberextorsão, conhecido como n0n, ameaçou divulgar dados de 38 organizações do setor marítimo, caso não sejam pagos resgates que variam entre US$ 2,4 milhões e US$ 14 milhões. A data limite para o pagamento foi estabelecida para 19 de outubro, às 13h27 UTC, conforme informações da empresa de cibersegurança SOCRadar.

A ameaça foi publicada em 12 de outubro e inclui empresas de transporte, terminais portuários e fornecedores de logística, abrangendo 18 países. Entre as organizações mencionadas estão a Ocean Network Express, CULines e o terminal Santos Brasil. A maioria das empresas afetadas está localizada na região da Ásia-Pacífico, com 12 das 38 entradas provenientes da Coreia do Sul, conforme reportado pelo Splash247.

O grupo n0n é descrito como uma operação de extorsão motivada financeiramente, e suas alegações ainda não foram verificadas de forma independente. Embora as organizações listadas não tenham confirmado publicamente a violação de seus sistemas, a SOCRadar alertou que as reivindicações devem ser tratadas como não verificadas até que haja confirmação de um incidente ou liberação de dados.

Os dados que o grupo afirma ter em sua posse incluem arquivos de EDI, manifestos de contêineres, cronogramas de embarcações, registros de movimentação em portos, documentos comerciais, configurações internas de sistemas, contas de funcionários e registros financeiros. A natureza dos dados sugere que pode haver uma vulnerabilidade compartilhada ou uma aplicação comum entre as empresas, em vez de 38 intrusões separadas, como apontado pelo Portnews.

A empresa Cydome, especializada em cibersegurança marítima, indicou uma possível ligação com o software da CyberLogitec, que fornece sistemas de TI e software para o setor. No entanto, a origem e a extensão da suposta violação ainda não foram confirmadas. A CyberLogitec, fundada em 2000, é uma provedora sul-coreana de soluções para o setor marítimo.

O incidente levanta preocupações sobre a segurança de softwares de terceiros e o acesso concedido a fornecedores de tecnologia. A Cydome aconselhou as empresas marítimas a revisar os riscos associados a fornecedores, verificar as permissões de acesso e examinar as credenciais compartilhadas durante o suporte técnico. A falta de confirmação sobre a violação real exige que armadores e gestores de navios façam uma distinção entre as alegações dos atacantes e as descobertas verificadas.

Com a data limite se aproximando, a expectativa é que as organizações afetadas tomem medidas para mitigar riscos e proteger suas informações, enquanto a situação continua a ser monitorada. O desdobramento desse caso poderá impactar a confiança no uso de sistemas de terceiros no setor marítimo e a abordagem das empresas em relação à segurança cibernética.


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