Um estudo recente da Swimlane, publicado em 30 de setembro de 2026, revelou que a utilização de inteligência artificial (AI) por analistas de Security Operations Center (SOC) tem proporcionado um aumento na capacidade de trabalho, embora também traga desafios ao desenvolvimento de habilidades. A pesquisa, que entrevistou 500 profissionais de segurança em organizações dos EUA e do Reino Unido, destacou que 47% dos entrevistados consideram que a AI permite uma maior capacidade de atuação.
Além disso, 35% dos participantes afirmaram ter mais tempo para investigar ameaças complexas e também para se dedicar a trabalho estratégico ou interfuncional, graças à automação proporcionada pela tecnologia. A maioria dos respondentes (92%) demonstrou confiança em sua capacidade de identificar recomendações de AI que possam estar incorretas ou incompletas. Quase metade (48%) indicou que confiaria em seu próprio julgamento caso uma recomendação de AI entrasse em conflito com evidências disponíveis ou pudesse impactar as operações de negócios.
Entretanto, a pesquisa também apontou que 24% dos participantes acreditam que a AI está limitando suas oportunidades de desenvolver habilidades no trabalho. Apesar de 88% dos profissionais afirmarem que a satisfação no trabalho melhorou, a falta de experiência prática em tarefas rotineiras, que são fundamentais para o aprendizado, é uma preocupação crescente. O CEO da Swimlane, Cody Cornell, destacou que à medida que mais atividades são automatizadas, as organizações precisam repensar suas abordagens de treinamento e desenvolvimento de carreira.
Outro ponto levantado no estudo é a expectativa de que a entrada na profissão de analista de SOC se torne mais difícil. Quase 47% dos entrevistados acreditam que a AI criará um caminho mais íngreme para novos profissionais, com 37% indicando que haverá requisitos mais altos para funções de nível inicial e 10% prevendo uma diminuição nas oportunidades para analistas juniores adquirirem experiência. Em contrapartida, 41% preveem o surgimento de novas funções especializadas focadas na supervisão, validação e orquestração da AI.
O relatório também revelou que 44% dos SOCs estão desenvolvendo planos para promover analistas de nível 1 para funções mais seniores, como nível 2 e 3. Três quartos dos analistas que responderam à pesquisa indicaram que tarefas manuais ou reativas estão atrasando seu crescimento profissional. A conclusão do relatório sugere que os líderes de segurança devem formalizar a supervisão da AI como uma responsabilidade e medir o crescimento de habilidades separadamente da satisfação dos funcionários.
Com o avanço da tecnologia e a crescente adoção da AI, o futuro das carreiras em segurança cibernética pode passar por transformações significativas. As organizações precisarão encontrar um equilíbrio entre a automação e o desenvolvimento contínuo das habilidades dos analistas, garantindo que a próxima geração de profissionais esteja preparada para os desafios emergentes.
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